sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Introdução de Um Livro Inacabado...


Bem... Um tempo desses aí estava em um momento estranho e dificil, daqueles que você não sabe para onde correr e que tem que se distrair de alguma forma, comecei então escrever um livro [ em forma de diário, mas com uma história ficticia (claro) mas com influências do momento e a cada capítulo mandava para minha amiga Carol, ela lia, dizia se estava bom ou não, corrigia os erros e me enviava novamente, infelizmente perdi os arquivos com os capítulos feitos e a Carol não tinha mais... Só sobrou a introdução que havia salvo em uma pasta separada. E esse início resolvi postar... No decorrer do tempo vou postando outros capítulos pra quem quiser acompanhar.

Dizem por aí que não se pode controlar o acontecer das coisas por mais óbvias que elas pareçam, tenho dentro de mim que isso é verdade. Eu pensei que não me machucaria nunca mais dessa forma, e não foi isso o que aconteceu. Eu corri em direção a alguém que nunca me deixou se aproximar, caí sobre seus rastros, até tentei esquecer algumas vezes que Rodrigo era parte de tudo que me fazia forte. Vi-me sem chão após aquela fria e escura noite em que tudo aconteceu. O que mais dói ao lembrar de tudo, é saber que hoje existe um nunca mais, um nunca mais te tocar, um nunca mais te beijar, um nunca mais te esquentar, um nunca mais olhar e ser retribuído. Eu nunca me esquecerei daquele último passeio, do último beijo e da última vez em que ouviria aquelas simples, porém confortantes palavras saindo como música da boca de Rodrigo: “Eu Te Amo meu neném, hoje e sempre!”.
Olhando pela janela enquanto os pingos de chuva caem no telhado, começo a refletir sobre todas as coisas que perdi, em tudo que lutei, na pessoa que me tornei. Perdi amigos, perdi amores, perdi até a essência de tudo que fui. Só me restou a coragem de tentar e mudar, virar o jogo e acreditar, que mesmo após tudo o que aconteceu existe um caminho, a vida continua, nem tudo está perdido.
Foi um caminho cheio de pedras, ladeiras, e durante todo esse tempo, muitas lágrimas caíram, muitas pessoas choraram comigo e até por mim e são essas pessoas que regaram a esperança que começa a brotar novamente dentro da minha alma, a esperança de ser e estar novamente feliz.
Há pensamentos que vem, há pensamentos que vão, E outros que ficam eternamente presentes na minha mente. Pensamentos que fazem sangrar meu rosto. Que rompem a minha alma com uma espada de tristeza. Pensamentos que rasgam meu corpo com um raio de dor Que trespassa uma vida. Porque não sou eu imune ao pensamento e sentimento? Porque tenho eu de pensar de sentir? Se só sinto e penso em dor!

--
Depois posto o primeiro capítulo...

Um comentário:

  1. Nosss Fê...que introdução hein???
    Pelo visto o livro ia ser bem melancólico...quase uma carta de suicídio...credooo...rsrsr
    Mas gostei...pena que vc perdeu o resto...
    Por mim te incentivaria a começar um novo livro... "O recomeço"..rsrs

    Vc como sempre diz muito mais do que sente ao escrever do que ao falar...
    Bjinhuxxxxxxx

    ResponderExcluir